Itan – lenda – de Ogum, que conta como ele se tornou um Orixá

Confira hoje, um lindíssimo itan – lenda – de Ogum, que conta como, depois de se sentir extremamente arrependido por ter matado diversos de seus súditos por engano, ele se torna um Orixá.

Ogum era o filho mais velho de Odùdùa, o fundador de Ifé. Era um temível guerreiro que lutava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições, ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos. Guerreou contra a cidade Ará e a destruiu. Saqueou e devastou muitos outros estados. Apossou-se da cidade de Irê, matou o Rei e instalou seu próprio filho no trono, retornando a Ifé glorioso.

Ogum teria sido o mais enérgico dos filhos de Odùdùa e foi ele que se tornou regente do reino de Ifé quando Odùdùa ficou temporariamente cego. Ogum decidiu, depois de numerosos anos ausente de Irê, voltar para visitar seu filho (informação pessoal do Oníìré em 1952).

Infelizmente, as pessoas da cidade celebravam, no dia da sua chegada, uma cerimônia em que os participantes não podiam falar sob nenhum pretexto. Ogum tinha fome e sede; viu vários potes de vinho de palma, mas ignorava que estivessem vazios. Ninguém o havia saudado ou respondido às suas perguntas. Ele não era reconhecido no local por ter ficado ausente durante muito tempo.

Ogum, cuja paciência é pequena, enfureceu-se com o silêncio geral, por ele considerado ofensivo. Começou a quebrar com golpes de sabre os potes e, logo depois, sem poder se conter, passou a cortar as cabeças das pessoas mais próximas; até que seu filho apareceu, oferecendo-lhe as suas comidas prediletas; cabritos e feijão preto regado com azeite-de-dendê e potes de vinho de palma. Enquanto saciava a sua fome e a sua sede, os habitantes de Irê cantavam louvores em que não faltava a menção a Ògúnjajá, o que lhe valeu o nome de ògúnjá.

Tomado pela culpa, Ogum se torna Orixá

Vestiram Ogum com roupas novas, cantaram e dançaram para ele, mas Ogum estava inconsolável, pois havia matado os habitantes de sua cidade. Não se dera conta da cerimônia tão importante para todo o reino. Ogum sentia que já não podia ser o rei. E Ogum estava arrependido de sua intolerância, envergonhado por tamanha precipitação. Ogum fustigou-se dia e noite em autopunição.

Não tinha medida o seu tormento, nem havia possibilidade de autocompaixão. Ogum então enfiou sua espada no chão; e num átimo de segundo a terra se abriu e ele foi tragado solo abaixo. Ogum estava no Orum, o céu dos deuses. Não era mais humano. Tornara-se um orixá.

Antes de desaparecer, entretanto, ele pronunciou algumas palavras. A essas palavras, ditas durante uma batalha, Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou. Porém, elas não devem ser usadas em outras circunstâncias; pois, se não encontrar inimigos diante de si, é sobre o imprudente que o evocou sem necessidade que Ogum se lançará em batalha.

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